Se o maior interesse de Deus neste mundo é o de salvar almas e de
santificá-las na verdade, então esse deve ser também o nosso maior interesse.
Quando nos aplicamos a sermos nós mesmos santificados para que outros
sejam salvos e edificados por Deus, estamos agindo do modo correto, pois se o
fizermos com o simples propósito de apenas nós mesmos sermos abençoados,
estaremos errando o alvo.
Quão bem-aventurado é saber que quando nos santificamos, abrimos uma
grande porta para que outros sejam alcançados pela graça divina.
Veja o caso de José no Egito, do qual se diz que por amor a Ele (por ser
justo e santo) a casa de Potifar foi grandemente abençoada, bem como a prisão
em que ele estivera, e o próprio Egito e o mundo antigo de então.
Por amor a Davi, mesmo depois de muitos anos que este havia morrido,
Deus abençoou Israel.
Caso houvesse apenas cinco justos (santos) em Sodoma e Gomorra, ambas
teriam sido poupadas do juízo.
Assim, o próprio Senhor Jesus declara em João 17 que santificara a si
mesmo, para que os crentes fossem santificados. Ou seja, por amor a Ele, por
sua justiça e santidade, o Pai abençoaria a muitos.
Há então, uma imensa vantagem em nos santificarmos, porque não somente
agradaremos a Deus, mas nos tornaremos os agentes, ainda que indiretos, de suas
ações abençoadoras e poderosas no mundo.
Esta é então a nossa grande obra: guardar o nosso coração puro, e tudo o
mais o Senhor fará para o nosso próprio bem e de muitos.
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