Título original: The incense of prayer
Por Octavius Winslow (1808-1878)
Traduzido,
Adaptado e
Editado por
Silvio Dutra
"Suba a
minha oração, como incenso, diante de ti, e seja o levantar das minhas mãos
como o sacrifício da tarde!" (Salmo 141: 2).
Deus tem um templo fora do céu. Nem
todo o culto, nem todos os adoradores estão confinados a esse mundo feliz, onde
ele habita imediatamente. Ele tem outro santuário na terra - outros adoradores
e outros serviços, onde, com quem, e com os feixes de sua presença estão
estritamente comprometidos e tão verdadeiramente brilhantes como na assembleia
geral da igreja reunida em torno dele na glória. Não é a magnífica estrutura
feita por mãos, com seu esplêndido ritual e seu pesado cerimonial lisonjeador
para o orgulho a fim de cativar o sentido do homem, mas um templo e um serviço
do templo muito mais bonito aos olhos de Deus é sobre o qual nós falaremos.
"Assim diz o Senhor: O céu é o meu
trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual
seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas essas coisas, e
assim todas elas vieram a existir, diz o Senhor; mas para esse olharei, para o
humilde e contrito de espírito, que treme da minha palavra.” (Isa 66.1,2).
" Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na
eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com
o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e
para vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57.15).
Este é o templo de Deus na terra,
este é o seu adorador, e este é o seu culto. A estrutura material não é nada, o
serviço magnífico não é nada, o adorador formal não é nada "mas eis para quem olharei: para o humilde e contrito de espírito, que
treme da minha palavra.” Oh, mais solene verdade! Oh mais que preciosas
palavras! "Senhor, grava-as no meu coração pelo teu bendito Espírito, seja
o meu corpo o teu templo, o meu coração o teu santuário, a tua presença a minha
vida, a minha vida o teu serviço".
(Nota do tradutor: Antes de
selecionar e iniciar a tradução deste texto, eu havia meditado sobre o modo
como os antigos se referiam ao cristianismo como sendo a religião verdadeira, e
que este uso da palavra religião nada tinha a ver segundo o ponto de vista
deles com a noção presente de rituais e cerimônias pesados e prescritos por
forma tradicional, que de tal modo são observados que chegam a ocupar o lugar
da verdadeira piedade e santidade. Então, em todos os seus escritos, ao se
referirem à religião verdadeira apontavam para a vida espiritual em comunhão
com Cristo e com os irmãos da fé, no cultivo das virtudes relativas aos atributos
divinos pelo poder do Espírito e aplicação da Palavra de Deus à vida. Não
admira que tantos não se sintam movidos a congregarem em templos cristãos onde
pouco se vê desta operação vital da piedade nos corações dos crentes, porém
muito de formas, ritos e cerimônias que chegam até mesmo a espantar os
espíritos mais sensíveis e temerosos.)
O crente em Jesus é um sacerdote
real, ordenado para oferecer sacrifícios espirituais a Deus. Ele é chamado e
consagrado, vestido e ungido, para um serviço elevado e santo. Seu chamado é
divino, sua consagração é santa, suas roupas são valiosas, sua unção é
perfumada. Antes da postura, da glória e do serviço de um dos sacerdotes reais,
toda a pompa e magnificência do sacerdócio de Aarão se desvanecem em nada.
Chamado de acordo com o propósito de Deus, consagrado e separado pela graça
soberana, investido com a justiça de Cristo, ungido com o Espírito Santo e
oferecendo o sacrifício espiritual de um "coração quebrantado e
contrito", é surpreendente que Deus olhe com um deleite inefável a tais
adoradores? Mas, apenas de um único desses
muitos pontos interessantes devemos nos permitir falar no momento. Referimo-nos
ao incenso que cada verdadeiro crente em Jesus, em seu caráter de sacerdote
real, oferece ao Senhor.
O assunto apresenta à nossa visão, o cristão em seu
mais santo e solene traço, que se aproxima de Deus e apresenta diante do altar
de sua graça o incenso da oração. A referência típica a isto é
surpreendentemente bela.
"1 Farás um
altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás.
2 O seu comprimento será de um
côvado, e a sua largura de um côvado; será quadrado; e de dois côvados será a
sua altura; as suas pontas formarão uma só peça com ele.
3 De ouro puro o cobrirás, tanto
a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás
uma moldura de ouro ao redor.
4 Também lhe farás duas argolas
de ouro debaixo da sua moldura; nos dois cantos de ambos os lados as farás; e
elas servirão de lugares para os varais com que o altar será levado.
5 Farás também os varais de
madeira de acácia e os cobrirás de ouro.
6 E porás o altar diante do véu
que está junto à arca do testemunho, diante do propiciatório, que se acha sobre
o testemunho, onde eu virei a ti.
7 E Arão queimará sobre ele o
incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o
queimará.
8 Também quando acender as
lâmpadas à tardinha, o queimará; este será incenso perpétuo perante o Senhor
pelas vossas gerações.
9 Não oferecereis sobre ele
incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco
derramareis sobre ele ofertas de libação.” (Êxodo 30.1-9)
Que este incenso era típico da oração, apareceria em
Lucas 1:10, "e toda a multidão do povo orava
da parte de fora, à hora do incenso."
Davi, embora morando na época mais sombria da igreja,
interpreta correta e lindamente este tipo: "Que a minha oração seja posta
diante de vós como incenso". É uma figura apropriada e impressionante.
E agradecidos, querido leitor, devemos nos aproveitar
de tudo o que na Palavra Divina tende a nos ensinar a natureza, a ilustrar a
bem-aventurança, a aprofundar a solenidade e a envolver nossos esforços no
santo dever e no doce privilégio da ORAÇÃO.
Interessante e importante, assim como os tópicos sobre
os quais nos dirigimos anteriormente, todos devem ceder ao interesse e à
importância disto. A oração é o sopro vital da alma vivente; a oração é o modo
de nossa aproximação a Deus; a oração é o canal designado de toda a bênção. A
ocasião contemplada ao longo deste pequeno volume é especialmente a época em
que a oração é encontrada como a mais calmante e santificante.
Todas as preciosas bênçãos que nos esforçamos para trazer
diante de seu coração sofrido, calculadas para consolá-lo e curá-lo, são
transmitidas a você através deste único modo: a comunhão com Deus. Uma vez que
possamos convencê-lo a derramar seu coração para ele - assim, separando-o de
todos os outros recursos de conforto, e focando-o exclusivamente para a oração;
em outras palavras, fazendo com que você foque exclusivamente em Deus, sentimos
que nós o conduzimos através das ondas de sua dor para a rocha que é mais alta
do que você. Que o Espírito Eterno seja nosso Mestre e Consolador, enquanto
brevemente falamos do INCENSO DA ORAÇÃO.
O incensário do crente - o que é? De onde surge o incenso da
oração subindo ao trono do Eterno? Oh, é o coração. O coração renovado e
santificado do crente é o incensário de onde sobe a nuvem perfumada. Ah crente;
há falsos, há censuradores espúrios acenando diante do trono da graça. Não há
precioso incenso neles, nem fogo, nem nuvem. Deus não cheira um aroma doce em
sua oferta. A verdadeira oração é o incenso de um coração quebrantado pelo
pecado, humilhado pela sua iniquidade, lamentando sua praga, tocado, curado e
confortado com o sangue expiatório do grande sacrifício de Deus. Este é o
verdadeiro incensário; isso é o que Deus olha. Não podemos citar novamente suas
palavras, tão expressivas, tão solenes, tão preciosas? "A este homem eu
olharei, aquele que é pobre e de um espírito CONTRITO, e que TREME da minha
palavra."
Este é o próprio incensário escolhido por Deus. Isso, e
somente isso, ele considerará. Oh! Quem pode descrever o valor, a beleza e a
aceitação desse incensário para aquele cujos "olhos se movem de um lado
para outro por toda a terra, para mostrar-se forte em favor daqueles cujo
coração é perfeito para com ele?"
A este, Deus olha. "Porque o Senhor não vê o que o homem
vê, porque o homem olha para o exterior, mas o Senhor olha para o coração"
(1 Sam 16.7). Precioso incensário! Moldado, formado, embelezado por Deus.
Não existe
na terra uma coisa mais vil e desagradável, do ponto de vista do verdadeiro
crente, do que seu próprio coração. De qualquer outro olho humano cujo seio é
profundamente, e impenetravelmente velado; tudo o que está dentro é conhecido
apenas por si mesmo. O que essas câmaras de abominação são, Deus não permitirá
que outra criatura saiba. Mas, oh, quão escuro, quão repugnante, quão impiedoso
para aquele "que conhece a praga de seu próprio coração!" E ainda assim;
oh graça maravilhosa!
Deus, por
seu Espírito renovador fez desse coração um incensário caro e precioso, cuja
nuvem ascende e enche todos os céus com sua fragrância. Com todo seu mal
interior e autoaversão, Deus vê suas lutas, observa seu conflito e marca sua sinceridade.
Ele tem seu dedo em seu pulso; ele sente cada batida, registra cada vibração.
Nem um sentimento o emociona, nem uma emoção o agita, nem uma tristeza o
obscurece, nem um pecado o fere, nem um pensamento passa por ele do qual não
está ciente. Crente! Jesus ama esse seu coração, pois comprou com o sangue, as
agonias e as lágrimas de Seu próprio coração. Ele habita em você pelo seu
Espírito, e o ama. Você é Seu templo,
Sua casa, Seu incensário, e nunca poderia aproximá-lo em oração, mas está preparado
para aceitar tanto o incensário como o incenso com uma complacência e deleite,
que encontra a melhor expressão na linguagem de sua própria palavra, "Eu vou aceitar você
com seu doce aroma."
E, o que é o incenso que flui como uma nuvem deste precioso incensário?
Oh, é o incenso da oração! O mais precioso e perfumado incenso que jamais
chegou ao céu através de um mero coração humano. Como descreveremos o preço
deste incenso? Os seus materiais, como aqueles que Arão lançou no incensário,
que os sacerdotes queimavam diante do Senhor, cuja oferta era chamada de
"incenso de especiarias", são mais caros ainda. São materiais divinos
lançados nele pelo próprio Deus; a convicção do coração sobre o pecado, o seu
sentimento de autoaversão, a sua doce contrição, a sua santa tristeza, o seu
arrependimento sincero, a sua sincera confissão, a sua plenitude livre e sem
reservas derramando-se diante de Deus. E de fato, deve ser muito daquilo que o
Espírito Santo de Deus inspirou, porque ele é a brasa viva que queima o incenso.
E o que diremos da fragrância deste incenso? Oh, quanto ainda
temos de aprender sobre a doçura intrínseca da oração real! Só podemos conceber
imperfeitamente a fragrância que deve haver para Deus na respiração do Espírito
Divino, no coração de um pobre pecador. É talvez um gemido, um suspiro, uma
lágrima, um olhar, mas é a pronunciação do coração, e Deus pode ouvir a voz do
nosso choro, e interpretar a linguagem de nossos desejos, quando os lábios não
proferem uma palavra, tão perfumado para ele é o incenso da oração. E quando a
oração surge de um coração tocado pelo Espírito de adoção, sendo a respiração
do amor de um filho, a confiança e forte desejo de buscar o seio de Deus; oh
quão rico o incenso é então!
E é o incenso de um coração de oração carregado por tristeza,
ferido e murchado como erva, menos perfumado para Deus? Não, cristão de luto, a
oração é o alívio dado por Deus para o seu triste coração. Dai-vos, porém à
oração, agora na hora da vossa tristeza e solidão, e os vossos sopros enviados
ao céu com trêmulos acenos, retornarão ao vosso coração desconsolado e
desolado, todos ricos e cheios de consolações do céu. As respirações santas que
sobem do coração de um crente, se acumulam nos céus superiores, e quando a
maioria precisa de refrigério descem novamente nas bênçãos da aliança sobre sua
alma. Nenhuma oração de fé real é perdida, assim como a umidade exalada da
Terra nunca é perdida. Aquele vapor fino, quase invisível, que o sol da manhã
apanhou, retorna novamente destilando em suaves orvalhos, ou caindo em
abundante chuva, regando a terra e fazendo-a produzir e brotar. Esse desejo
fraco, aquela respiração fraca da alma à busca de Deus, de Jesus, de santidade,
e de céu, nunca perecerá.
Era, talvez, tão fraco e trêmulo, tão misturado com tristeza
e dor, tão carregado de queixas e pecado, que você mal podia discerni-la como
verdadeira oração; e ainda, amado, ascendendo de um coração habitado pelo
Espírito Santo de Deus, e tocado pelo amor de Deus, ela se levantou como a
nuvem de incenso diante do trono do Eterno e foi misturada com a fragrância do
céu. Ao redor daquele trono orações estão se reunindo, como uma aglomeração de
anjos, e embora a visão possa demorar, contudo esperando na fé humilde o tempo
de Deus, aquelas orações voltarão carregadas com as mais ricas bênçãos da
aliança eterna - "as fiéis misericórdias de Davi". Deus concederá os
desejos de seu coração. Jesus se manifestará à sua alma. Para nada mais, nosso
Pai Celestial se comprometeu mais forte e solenemente do que com a resposta da
oração da fé. "Chamarás, e eu responderei."
Mas, há ainda um aspecto de nosso assunto
indescritivelmente glorioso, indizivelmente precioso. De onde o incenso da
oração deriva sua verdadeira fragrância, poder e aceitação com Deus?
Ah, amado! A resposta está próxima. De onde, senão do
incenso do mérito expiatório de nosso Grande Sumo Sacerdote oferecido na terra,
e pela incessante intercessão apresentada no céu? A abertura do sétimo selo, na
visão apocalíptica revelou esta gloriosa verdade ao olho maravilhado do
evangelista. "Veio outro anjo, e pôs-se junto
ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o
oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está
diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com
as orações dos santos." (Apocalipse 8: 3, 4).
Este anjo não é outro senão o Anjo da aliança, Jesus,
nosso Grande Sumo Sacerdote que está diante do altar de ouro no céu,
apresentando o incenso doce de seus méritos divinos e morte sacrificial; a
nuvem que sobe diante de Deus "com as orações dos santos".
Oh, é o
mérito do nosso Emanuel, "que se entregou a si mesmo por nós como uma
oferta e um sacrifício a Deus, por um cheiro suave", que dá virtude,
prevalência e aceitação ao incenso da oração ascendente do coração dos filhos
de Deus. Cada petição, cada desejo, cada gemido, cada suspiro, cada olhar,
surge diante de Deus com a "fumaça do incenso" que sobe da cruz de
Jesus e do "altar de ouro que está diante do trono". Toda a imperfeição
e impureza que se misturam com nossas devoções aqui, é separada de cada petição
pela expiação de nosso Mediador, que a apresenta como doce incenso a Deus.
Veja seu
Grande Sumo Sacerdote diante do trono! Veja-o movendo o incensário de ouro de
um lado para outro! Veja como a nuvem de incenso sobe e envolve o trono! Veja
como o céu está cheio de sua fragrância e sua glória!
Crente em
Jesus, sobre o coração do sumo sacerdote oficiante o teu nome está escrito; na
fumaça do incenso que subiu do incensário movido, suas orações são
apresentadas. O sangue de Jesus purifica-as;
o mérito de Emanuel as perfuma, e nosso glorioso Sumo Sacerdote assim
apresenta tanto a nossa pessoa como o nosso sacrifício a seu Pai e nosso Pai,
ao seu Deus e nosso Deus. Oh maravilhoso incentivo à oração!
Quem, com
tanta certeza de que suas petições fracas, quebradas e manchadas, mas sinceras,
acharão aceitação com Deus, não se dirigiriam em oração no trono da graça?
Vá, em nome
de Jesus; vá, lançando-se sobre o mérito que enche o céu com sua fragrância; vá
e derrame seu pesar, revele sua tristeza, confesse seu pecado, pleiteie o seu
perdão, revele suas necessidades, contemplando o Anjo que está no "altar
de ouro que está diante do trono". O incenso que respira de seu coração
oprimido e ferido "subirá diante de Deus da mão do Anjo", como uma
nuvem, rica, perfumada e aceita.
Ó, dá-te à oração! Não diga que seu incensário não tem nada a
oferecer. Que não contém especiarias doces, nem fogo, nem incenso. Apresente-o
como ele está, todo vazio e frio, ao Grande Sumo Sacerdote, e enquanto olha com
fé para aquele que é o Altar, o Cordeiro morto e o Sacerdote, meditando assim
sobre este espetáculo maravilhoso de Jesus, sacrificado por você, o seu Espírito lançará as doces especiarias
da graça e as brasas de amor no seu coração vazio e frio, e haverá uma nuvem de
incenso precioso, que ascenderá com o "muito incenso" dos méritos do
Salvador, como "uma oferta e um sacrifício a Deus de um cheiro suave e
doce."
Lembre-se, que Jesus oferece com "muito incenso" a
oração de "todos os santos". Nesse número, você amado, está incluído.
Os santos provados, os santos doentes, os santos sofridos, os santos tentados,
os santos enlutados, os santos fracos e enfermos, os santos errantes e restaurados;
sim, "as orações de todos os santos" são "oferecidas sobre o
altar de ouro que está diante do trono".
Nem esqueça que há incenso da noite, bem como incenso da
manhã. "Quando Aarão acender as lâmpadas à tarde, queimará incenso."
E assim, quando o dia da época de sua prosperidade e alegria é passado, e a
noite de adversidade, tristeza e solidão desenha suas sombrias cortinas em
torno de você, então tome o seu incensário e agite-o diante do Senhor. Ah!
Penso naquela hora de solidão solene e triste, naquela hora em que a tristeza
vem, e visões de outros dias dançam diante dos olhos, como sombras na parede,
naquela hora em que falha todo o apoio e simpatia humana; é então que o mais
doce incenso da oração sobe diante de Deus. Sim, não há oração tão verdadeira,
tão poderosa, tão perfumada como a que a tristeza pressiona no coração. Ó,
crente que sofre, entrega-te a ti mesmo à oração.
Você é um peregrino, e solitário?
Longe da casa que uma vez chamou de sua própria?
Do peito fiel e da amizade arrebatado,
Em mãos estranhas seus confortos investidos,
Sua vida um dia invernal triste,
Afastado pela luz do sol! - Levante-se e ore!
Sorriu em você uma vez a felicidade da terra,
E alegrias vorazes de valor transitório?
Você adorou em algum santuário de ídolos,
Ou quanto dobrou teus joelhos?
Desapareceu aquelas criaturas de um dia,
O que você deixou?
Levante-se e ore!
Com lágrimas, com agonia mais amarga,
O Salvador lutou, ó alma, para ti!
Antes que ele pudesse triunfar
Para defender o sacrifício aceito:
Então, até que o mundo passe,
Ficam firmes as suas palavras: Levantai-vos e orai!
Traga, pois o seu incensário, sacerdote pesaroso do Senhor!
Reabasteça-o no altar do Calvário, e depois acene com uma mão forte diante de
Deus até que a tua pessoa, as tuas dores e a tua culpa sejam todos envolvidos e
perdidos na nuvem de incenso doce que se eleva diante do trono e misturado com
a nuvem ascendente da preciosa intercessão do Redentor.
A oração o acalmará, a oração aliviará seu coração, a oração
removerá ou mitigará sua dor, a oração curará sua doença ou tornará sua doença
agradável de suportar, a oração expulsará o mau temperamento, a oração trará
Jesus sensivelmente perto para tua alma, a oração levará o teu coração ao céu e
trará o céu ao teu coração.
"Senhor, clamo a vós; apressai-vos, escutai a minha voz
quando clamo, que a minha oração seja apresentada diante de vós como incenso, e
o levantamento das minhas mãos como sacrifício da tarde". "Eu me
entrego à oração."
As orações
que faço serão então doces,
Se Tu, oh
Espírito, me dás pelo que orar;
Meu coração
sem ajuda é argila estéril,
Aquele que
de seu eu natural não pode alimentar nada:
Das obras
boas e piedosas Tu és a semente
Só há
vivificação quando Tu o fazes:
Sempre que
Tu nos mostras o teu verdadeiro caminho,
Nenhum
homem pode encontrá-lo: Pai! Só Você pode ordenar.
Oh, então,
respire esses pensamentos em minha mente
Porque tal
virtude pode em mim ser produzida,
Que em Seus
passos santos eu possa pisar;
Os grilhões
da minha língua você desatará,
Que eu possa
ter o poder de cantar a Ti,
E entoar
louvores ao Teu nome eternamente.
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