quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Correções Divinas



Título original: Divine Chastening

  
Por: James Smith
(1802—1862)

Traduzido, Adaptado e
Editado por Silvio Dutra


"Considera, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus." (Deuteronômio 8: 5)

O castigo flui da justiça; o castigo flui do amor. O primeiro é infligido pelo juiz, este último é administrado pelo pai. Os crentes em Jesus são muitas vezes castigados, mas nunca são punidos, porque eles não estão sob a lei, mas sob a graça.
Estando unidos a Jesus, justificados pela fé, não há condenação para eles, pois Deus já não os trata como criminosos, mas como a filhos. Da Sua infinita sabedoria, do Seu terno amor e Sua inviolável fidelidade fluem todas as suas correções. Ele descansa em Seu amor e regula todas as Suas relações com eles.
As palavras de Moisés a Israel são palavras doces, e igualmente aplicáveis ​​a nós: "Considera, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus."
Deus é o Pai, você é o filho, portanto, para formar o seu caráter, para corrigir seus erros, e mostrar Seu amor, Ele corrige você.
Para que o Senhor o corrige?
Deus corrige você por sua obstinação. Ele deseja que você o deixe governar, arranjar seus negócios e fazer passar toda a sua bondade diante de você. Mas você quer seu próprio caminho, para satisfazer suas fantasias, e para gratificar suas próprias paixões e luxúrias. Você não vai se submeter. Você não deixará a si mesmo e seus negócios em Suas mãos, e não lançará todos os seus fardos e seus cuidados sobre ele. Esta loucura exige correção, e nosso Pai Celestial nunca poupa a vara ao filho rebelde.
Deus corrige você por sua negligência. Quantos privilégios você despreza, e quantos deveres negligencia. Enquanto cuida das coisas insignificantes, você negligencia os assuntos importantes. Enquanto dá o coração ao que é temporal, você presta pouca atenção ao espiritual e ao eterno. Você negligencia o fim de sua eleição, o desígnio de Deus em sua salvação, a glorificação mesma de Seu grande nome.
Seu alto chamado é honrar a Jesus, fazer Sua vontade, magnificar Sua graça, espalhar sua gloriosa verdade. Você negligencia seu próprio coração, que deve ser guardado com toda a diligência. Você negligencia seu quarto de oração, onde Deus espera encontrá-lo e abençoá-lo. Você negligencia sua Bíblia, na qual Deus fala com você. Você negligencia, às vezes, as ordenanças do Senhor, pelas quais Ele comunica força, conforto e graça a você. Por estas coisas, o vosso Pai lhe corrige!
Deus lhe corrige por sua desatenção. Você está desatento com seus livros! Ele pede que você leia Suas maravilhas em Suas obras da natureza, Suas operações nas dispensações de Sua providência e a clara revelação de Sua vontade, na Bíblia Sagrada. O livro da consciência deve ser diariamente atendido e equilibrado, e o livro da lembrança deve ser olhado e melhorado. Quão desatentos somos ao mover e sussurros do Espírito Santo, bem como à voz de Deus falando por Seus servos e Seu Filho.
Por esta desatenção, para nos fazer estudiosos, e nos ensinar a lucrar, Ele nos corrige; não para Seu prazer, mas para nos fazer participantes de Sua santidade.
Por suas rebeliões. "Você tem sido", disse Moisés, "um povo rebelde, desde o dia que eu te conheci"; e este testemunho é tão verdadeiro para nós quanto para eles. Nós nos rebelamos e aborrecemos Seu Espírito Santo. Temos manifestado nossa rebelião por pensamentos duros, palavras perversas e atos ímpios. Recusamo-nos obstinadamente, às vezes, a inclinarmo-nos à Sua autoridade, a fazer Sua vontade, ou a andar em Seus caminhos. Tentamos afastar o jugo de nossos ombros, nossos corações têm sido rebeldes, e nossas línguas têm murmurado perversidade. Nós queremos licenciosidade, em vez de liberdade; anarquia, em vez de liberdade, e nossa própria maneira, em preferência à de Deus. Esta loucura está ligada no coração da criança, mas a vara da correção a afastará dela!
Deus corrige você por seu mundanismo.
O Dever disse; "Não vos conformeis com este mundo".
O Privilégio disse; "Pensai nas coisas do alto, e não nas que são da terra".
A Profissão disse; "Eu sou um estranho, e um peregrino na terra, como todos os meus pais foram."
Mas a Conduta disse; "O mundo é bom, eu o admiro, eu devo ser como ele, e vou desfrutá-lo."
Assim, a Palavra de Deus foi rejeitada, a honra de Deus foi desconsiderada e o Salvador foi ferido na casa de Seus amigos. Os julgamentos são preparados para tais escarnecedores, e o açoite para as costas de tais tolos, porque Deus disse; "Eu visitarei as suas transgressões com a vara, e as suas iniquidades com açoites."
Então, "não ameis o mundo, nem o que há no mundo, porque se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele". Não busque o sorriso, o favor ou a amizade do mundo, pois se qualquer homem for amigo do mundo, ele se torna inimigo de Deus.
Em uma palavra, em relação aos seus pecados: Nada aflige a Deus, senão nossos pecados. Nada chama a vara de Deus sobre nós, senão nossos pecados, porque Ele não aflige voluntariamente, nem por prazer aos filhos dos homens. Para corrigir do pecado, ou impedir que caiamos em pecado, Deus usa Sua vara. Nossos pecados secretos, que só Deus conhece, os pecados do coração; ou nossos pecados abertos, que os outros testemunham, e pelos quais  outros sofrem faz com que Deus nos castigue.
Ele não nos amou? Ele permitiria que continuássemos em pecado? Se não fôssemos Seus filhos, Ele nos deixaria continuar pecando, e assim seríamos punidos no julgamento final. Mas, porque nos amou com um amor eterno, porque somos Seus filhos queridos, portanto, como um homem castiga Seu filho, assim o Senhor nosso Deus nos castiga!
COMO o Senhor nos castiga?
Às vezes, franzindo a testa na alma, que produz escuridão, perplexidade e angústia. Então, não podemos interpretar o nível de nossas evidências espirituais (perseverança, vigilância, etc.), não podemos reivindicar ou nos apropriar das promessas, não podemos desfrutar das ordenanças públicas, não temos acesso com confiança a Deus, em privado. Assim, nossas graças se secam, nossos confortos morrem e nossas esperanças diminuem. Não há paz de consciência, nem alegria em Deus, nem regozijo na salvação. Não podemos ver o nosso caminho, traçar a obra de Deus em nossas almas, ou antecipar a vinda de Jesus com qualquer prazer. Sentimo-nos calados, apertados e cheios de confusão, então não há vida em oração, nem zelo por Deus, senão a mente se ocupando com assuntos sombrios, tristes e deprimentes.
Às vezes recusando-se a responder à oração; então o dever torna-se cansativo, o coração endurece, e tiramos conclusões erradas, "Quando eu clamo, Ele fecha os ouvidos à minha oração!"
Agora, senão pela consciência, ou pelo temor do Senhor que está profundamente na alma, a oração seria completamente abandonada e a forma da religião lançada fora. Mas, como não ousamos fazer isso, vamos para o dever como o criminoso para a correção dos açoites, ou o aluno ocioso para sua tarefa difícil. O coração tem pouca simpatia com os lábios, e é frio, duro e sombrio. Agora, escrevemos coisas amargas contra nós mesmos, ouvimos as sugestões de Satanás, e cheios de amor próprio, lamentamos a nossa dura sorte.
Às vezes, procuramos guardar as ordenanças divinas, mas elas se tornam tediosas, desagradáveis ​​e inúteis. Nós atendemos a elas,  mas não nos encontramos com Deus nelas, pois  logo nos cansamos delas, e talvez comecemos a negligenciá-las. Ordenanças sem Deus são como poços sem água, mesas sem alimento e corpos sem vida. Se chegarmos a elas com fome, vamos embora insatisfeitos; ou se viermos esperando conforto, partimos decepcionados. Ordenanças sem Deus, nunca podem satisfazer uma alma viva.
Às vezes, pelas dispensações da Providência; então temos perdas, cruzes e aflições. Tudo parece dar errado conosco. Todo mundo parece ter sucesso melhor do que nós. A doença, talvez se apodera do corpo e temos fortes dores, ou grande fraqueza, ou depressão nervosa. Ou o comércio cai, o negócio cai, as dívidas incobráveis ​​são feitas, as demandas inesperadas são feitas sobre nós, ou as flutuações dos mercados nos provam. Por vários meios, e de várias maneiras, o Senhor disciplina Seus filhos, pois quando Ele pretende corrigir, nunca perde uma vara, e a vara que Ele escolhe sempre parece nos causar dor, porque quando Deus golpeia, Ele pretende que nós devamos sentir.
O próprio Senhor castiga Seus filhos. Ele nunca permite que Seus filhos sejam açoitados por outros, nem mantem um sargento para fazê-lo. Ele mesmo disciplina cada filho. Ele seleciona o instrumento; Ele não pega uma vara que pode "por acaso" vir à Sua mão. Não! Ele vai para a floresta e escolhe a vara mais adequada para nos corrigir! O homem orgulhoso sempre imagina que Deus escolheu a vara errada, ou bate no lugar errado, ou corrige no momento errado, mas se Ele ataca o corpo, ou se apodera da propriedade, ou remove o parente, ou afasta o amigo, ou aflige a alma é em sabedoria infinita, e amor perfeito que o faz.
Ele numera seus açoites; nem muitos, nem poucos, apenas o número certo é designado. MENOS não humilharia o coração orgulhoso, não dobraria a vontade obstinada, ou faria voltar os pés errantes. MAIS abalaria indevidamente, daria a Satanás uma ocasião contra nós, ou endureceria nossos corações. Crente, você nunca terá mais um golpe além dos que seu Pai Celestial designou.
Ele marca os efeitos da vara; Ele observa o efeito produzido por cada golpe. Se cairmos aos Seus pés, humilharmo-nos perante Ele, confessarmos os nossos pecados e apelarmos à Sua misericórdia, apoderamo-nos de Sua força, e logo o castigo cessa. Quando a lágrima da penitência é vista em nossos olhos,  a vara cai logo de Sua mão. Ou, se a disciplina é continuada, tal conforto, paz e mansidão fluem para a alma, que nós chamamos de doce aflição, e bendizemos Seu nome querido por isso.
Então, nem podemos orar pela remoção da vara, mas somente pela sua santificação mais profunda. Nós rastejamos perto de Seus pés, olhamos para cima em Sua face paterna, contemplamos Seu olho amoroso, e quase desmaiamos com prazer, humildade e amor.
Ele faz a vara da correção benéfica para nós. Ele nos corrige não por Seu prazer, mas para nosso proveito, para que possamos ser participantes de Sua santidade. Ele usa a vara para nos convencer de nossa loucura, nos manter sensíveis à Sua autoridade, nos fazer inteligentes para nossas inconsistências, para nos levar ao arrependimento e nos tornar cautelosos, ternos e humildes. Qualquer fim que Ele almejar é benéfico e Ele fará com que aconteça. Para que possamos dizer, mesmo quando estamos sob a vara, "sabemos que todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados, de acordo com o Seu propósito."
Por que o Senhor castiga Seus filhos?
Porque Ele é nosso Pai. Ele nos adotou e nos colocou entre Seus filhos. Ele nos gerou novamente para uma esperança viva, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Ele providenciou todas as coisas necessárias para nós na terra, e estabeleceu uma herança para nós no céu. Ele nos deu Suas promessas para confiar, e Seus preceitos para obedecer. Quando, portanto esquecemos as nossas obrigações para com Sua graça, não cremos em Suas preciosas promessas, ou negligenciamos andar por Seus santos preceitos, entristecemos Seu coração amoroso, e como o Pai, Ele vem para nos corrigir. "Ele disciplina todo filho", justamente porque todo filho precisa de castigo, e porque Seu coração paternal anseia por todo filho.
Mas, Ele não tem prazer em nos corrigir, Ele não usa a vara como um ato de soberania divina, pois nos assegurou que "Ele não aflige voluntariamente ou aflige com prazer os filhos dos homens". Tivemos nossos pais na carne que nos corrigiram por seu prazer, mas nosso Pai celestial apenas nos corrige para nosso proveito, a fim de que possamos ser participantes de Sua santidade.
Ele nos ama muito, para nos causar qualquer dor desnecessária, e é muito sábio para permitir que nossas loucuras não sejam corrigidas.
A correção destina-se também a exercitar nossas graças. Somos obrigados a acreditar que nosso Pai celestial nos ama tanto quando Ele franze a face, como quando sorri; e suas promessas permanecem verdadeiras, não sendo afetadas pelas dispensações de Sua providência. Nós também devemos nos submeter à disciplina, dizendo com um dos antigos, "É o Senhor, que faça o que lhe parece bom"; ou "O Senhor deu, e o Senhor tirou, bendito seja o nome do Senhor".
A vara destina-se também a despertar a tristeza pelo pecado, de modo que, enquanto acreditamos na imutabilidade de Seu amor, humildemente nos curvamos diante de Suas dolorosas dispensações, chorando e lamentando pelos nossos pecados, que provocaram os dolorosos golpes. Somente assim devemos nos voltar para Aquele que nos fere; confessando nossas falhas, deplorando nossas loucuras, ansiando por seu perdão e buscando a graça para que possamos viver sóbria, justa e piedosamente no mundo presente.
A correção santificada sempre afasta o pecado, aproxima-nos de Deus, suaviza nossos espíritos, humilha nossos corações, produz penitência e nos leva a admirar a sabedoria e o amor de Deus. O açoite é projetado para melhorar nosso caráter. Este, na melhor das hipóteses, é muito imperfeito; então, a fim de nos tornar mais vigilantes, diligentes e devotos, nosso Pai celestial usa a vara. E, se a qualquer momento nos demorarmos muito tempo sem ela, nos tornamos mornos, descuidados, indiferentes, conformados ao mundo e carnalmente ocupados. A oração é negligenciada, ou torna-se formal, ficamos desprevenidos e Satanás se aproveita de nós, como também muitos dos nossos mais valiosos privilégios são menosprezados.
Então vem uma provação, pois como Salomão diz "A vara e a repreensão dão sabedoria"; e quando castigados, andamos ternamente perante o Senhor, esforçamo-nos por manter a consciência vazia de ofensas para com Deus e para com o homem, temos medo de cair em tentação, e de novo fixamos o olho na vinda gloriosa do Mestre, nos preparando para esse evento encorajador.
E ainda, o castigo é para nos desmamar da terra e nos levar a fixar nossas afeições nas coisas de cima, onde Cristo está assentado à direita de Deus. As provações do tempo, se santificadas, nos garantem o descanso, a paz, a santidade e a felicidade da eternidade. Um leito de dor, muitas vezes nos dá visões vívidas da vaidade da terra, e das glórias sólidas do céu.
Uma providência despojadora torna Jesus, e um lugar na casa de seu Pai mais precioso!
A maldade do homem em roubar e enganar nos faz suspirar por aquele lugar onde os ímpios deixam de afligir, e os filhos cansados ​​de Deus desfrutam de descanso perfeito.
Se a terra fosse mais agradável, o céu seria menos desejável. Se tudo fosse agradável no deserto, nós desejaríamos construir nossa casa e ter nossa parcela deste lado do Jordão. Mas os espinhos e as serpentes ardentes, os escorpiões, os amalequitas e outras fontes de aborrecimento e desconforto dirigem nossos pensamentos, nossas esperanças e afeições através do dilúvio, e começamos a desejar partir e estar com Cristo, o que é muito melhor.
(Nota do tradutor: Se Deus não interpusesse em sua misericórdia e amor as muitas aflições que temos neste mundo, em razão do pecado, e caso fosse dado ao homem viver aqui, uma eternidade sem ter enfermidades, perdas, e toda sorte de sofrimentos, é bem certo que dificilmente aspiraria pela vida do céu, e viveria eternamente em estado pecaminoso, totalmente afastado do criador, e daquela forma de vida que é santa e perfeita.)
Bendito seja para sempre o Senhor, que nos castiga para o nosso benefício, nos corrige em amor infinito, e que, usando a vara, nos trata como filhos! Sem dúvida, quando chegarmos em casa, veremos a necessidade de cada provação, e de toda dificuldade louvando e bendizendo Seu grande e glorioso nome por cada marca de Sua vara! Não há ninguém no céu que deseje, que tivesse sido conduzido em um caminho mais suave, ou por um caminho mais fácil; nem haverá quando estivermos lá, pois todos verão e regozijar-se-ão no fato de que "Ele nos conduziu pelo caminho certo para uma cidade onde pudéssemos nos estabelecer".
Deus misericordioso e piedoso, ensina-nos a suportar a vara, a aprovar a disciplina e a aceitar as tuas correções! Que nós nunca desejemos que Tu mudes a vara, ou que nos firas em alguma outra parte, conforme nossos próprios desejos, mas, antes, dá-nos graça para que entendamos que,  aquele que o Senhor ama, “Ele castiga e açoita a todo filho a quem recebe". Que possamos inclinar-nos para ser açoitados, e ficar quietos enquanto somos corrigidos, bendizendo a mão que nos fere!
Leitor, você está sofrendo sob a vara de Deus? Lembre-se que é uma evidência de filiação, e uma prova de amor divino. Seu Pai celestial o castigará, mas não o deserdará. Ele te corrigirá, mas não te destruirá. Ele o castigará como Seu filho agora, e o fará cheio de alegria com Sua presença de vez em quando. Receba a Sua correção com mansidão, e inclina-te diante dEle com humildade, confessando os teus pecados com tristeza, procurando pela santificação das tuas angústias, e assim regressa ao Senhor, de quem te afastaste de forma tão profundamente revoltada.
Pecador perdido, Deus não te repreende. Talvez a sua saúde seja boa, as suas circunstâncias fáceis, o seu comércio próspero, e a sua alma esteja à vontade, e você imagina que tudo está bem. Mas, na verdade, tudo está muito ruim, pois sem fé em Jesus, sem arrependimento para com Deus, você está no fel da amargura, e nos laços da iniquidade. Como o boi mudo, engordando no bom pasto, você está se preparando para o dia de visitação, e o justo julgamento de Deus. A fé em Jesus é a grande coisa que precisa, pois somos filhos de Deus somente pela fé em Cristo Jesus.
“1 Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
2 fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.
3 Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.
4 Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado;
5 e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido;
6 pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho.
7 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos.
9 Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos?
10 Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
11 Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.” (Hebreus 12.1-12).


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