Título
original: Divine Chastening
Por: James Smith
(1802—1862)
(1802—1862)
Traduzido,
Adaptado e
Editado por
Silvio Dutra
"Considera, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te
corrige o Senhor teu Deus."
(Deuteronômio 8: 5)
O castigo flui da justiça; o
castigo flui do amor. O primeiro é infligido pelo juiz, este último é
administrado pelo pai. Os crentes em Jesus são muitas vezes castigados, mas
nunca são punidos, porque eles não estão sob a lei, mas sob a graça.
Estando unidos a Jesus, justificados pela fé, não
há condenação para eles, pois Deus já não os trata como criminosos, mas como a filhos.
Da Sua infinita sabedoria, do Seu terno amor e Sua inviolável fidelidade fluem
todas as suas correções. Ele descansa em Seu amor e regula todas as Suas relações
com eles.
As
palavras de Moisés a Israel são palavras doces, e igualmente aplicáveis a nós: "Considera, pois, no
teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor
teu Deus."
Deus é
o Pai, você é o filho, portanto, para formar o seu caráter, para corrigir seus
erros, e mostrar Seu amor, Ele corrige você.
Para
que o Senhor o corrige?
Deus
corrige você por sua obstinação. Ele deseja que você o deixe governar, arranjar
seus negócios e fazer passar toda a sua bondade diante de você. Mas você quer
seu próprio caminho, para satisfazer suas fantasias, e para gratificar suas
próprias paixões e luxúrias. Você não vai se submeter. Você não deixará a si
mesmo e seus negócios em Suas mãos, e não lançará todos os seus fardos e seus
cuidados sobre ele. Esta loucura exige correção, e nosso Pai Celestial nunca
poupa a vara ao filho rebelde.
Deus
corrige você por sua negligência. Quantos privilégios você despreza, e quantos
deveres negligencia. Enquanto cuida das coisas insignificantes, você
negligencia os assuntos importantes. Enquanto dá o coração ao que é temporal, você
presta pouca atenção ao espiritual e ao eterno. Você negligencia o fim de sua
eleição, o desígnio de Deus em sua salvação, a glorificação mesma de Seu grande
nome.
Seu
alto chamado é honrar a Jesus, fazer Sua vontade, magnificar Sua graça,
espalhar sua gloriosa verdade. Você negligencia seu próprio coração, que deve
ser guardado com toda a diligência. Você negligencia seu quarto de oração, onde
Deus espera encontrá-lo e abençoá-lo. Você negligencia sua Bíblia, na qual Deus
fala com você. Você negligencia, às vezes, as ordenanças do Senhor, pelas quais
Ele comunica força, conforto e graça a você. Por estas coisas, o vosso Pai lhe
corrige!
Deus lhe
corrige por sua desatenção. Você está desatento com seus livros! Ele pede que
você leia Suas maravilhas em Suas obras da natureza, Suas operações nas
dispensações de Sua providência e a clara revelação de Sua vontade, na Bíblia
Sagrada. O livro da consciência deve ser diariamente atendido e equilibrado, e
o livro da lembrança deve ser olhado e melhorado. Quão desatentos somos ao
mover e sussurros do Espírito Santo, bem como à voz de Deus falando por Seus
servos e Seu Filho.
Por
esta desatenção, para nos fazer estudiosos, e nos ensinar a lucrar, Ele nos
corrige; não para Seu prazer, mas para nos fazer participantes de Sua
santidade.
Por suas rebeliões. "Você
tem sido", disse Moisés, "um povo rebelde, desde o dia que eu te
conheci"; e este testemunho é tão verdadeiro para nós quanto para eles.
Nós nos rebelamos e aborrecemos Seu Espírito Santo. Temos manifestado nossa
rebelião por pensamentos duros, palavras perversas e atos ímpios. Recusamo-nos
obstinadamente, às vezes, a inclinarmo-nos à Sua autoridade, a fazer Sua
vontade, ou a andar em Seus caminhos. Tentamos afastar o jugo de nossos ombros,
nossos corações têm sido rebeldes, e nossas línguas têm murmurado perversidade.
Nós queremos licenciosidade, em vez de liberdade; anarquia, em vez de
liberdade, e nossa própria maneira, em preferência à de Deus. Esta loucura está
ligada no coração da criança, mas a vara da correção a afastará dela!
Deus corrige você por seu mundanismo.
O Dever disse; "Não vos
conformeis com este mundo".
O Privilégio disse; "Pensai
nas coisas do alto, e não nas que são da terra".
A Profissão disse; "Eu sou
um estranho, e um peregrino na terra, como todos os meus pais foram."
Mas a Conduta disse; "O
mundo é bom, eu o admiro, eu devo ser como ele, e vou desfrutá-lo."
Assim, a Palavra de Deus foi
rejeitada, a honra de Deus foi desconsiderada e o Salvador foi ferido na casa
de Seus amigos. Os julgamentos são preparados para tais escarnecedores, e o
açoite para as costas de tais tolos, porque Deus disse; "Eu visitarei as
suas transgressões com a vara, e as suas iniquidades com açoites."
Então, "não ameis o mundo,
nem o que há no mundo, porque se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele".
Não busque o sorriso, o favor ou a amizade do mundo, pois se qualquer homem for
amigo do mundo, ele se torna inimigo de Deus.
Em uma palavra, em relação aos
seus pecados: Nada aflige a Deus, senão nossos pecados. Nada chama a vara de
Deus sobre nós, senão nossos pecados, porque Ele não aflige voluntariamente,
nem por prazer aos filhos dos homens. Para corrigir do pecado, ou impedir que
caiamos em pecado, Deus usa Sua vara. Nossos pecados secretos, que só Deus conhece,
os pecados do coração; ou nossos pecados abertos, que os outros testemunham, e pelos
quais outros sofrem faz com que Deus nos
castigue.
Ele não nos amou? Ele permitiria
que continuássemos em pecado? Se não fôssemos Seus filhos, Ele nos deixaria
continuar pecando, e assim seríamos punidos no julgamento final. Mas, porque
nos amou com um amor eterno, porque somos Seus filhos queridos, portanto, como
um homem castiga Seu filho, assim o Senhor nosso Deus nos castiga!
COMO o Senhor nos castiga?
Às vezes, franzindo a testa na
alma, que produz escuridão, perplexidade e angústia. Então, não podemos interpretar
o nível de nossas evidências espirituais (perseverança, vigilância, etc.), não
podemos reivindicar ou nos apropriar das promessas, não podemos desfrutar das
ordenanças públicas, não temos acesso com confiança a Deus, em privado. Assim,
nossas graças se secam, nossos confortos morrem e nossas esperanças diminuem.
Não há paz de consciência, nem alegria em Deus, nem regozijo na salvação. Não
podemos ver o nosso caminho, traçar a obra de Deus em nossas almas, ou
antecipar a vinda de Jesus com qualquer prazer. Sentimo-nos calados, apertados
e cheios de confusão, então não há vida em oração, nem zelo por Deus, senão a
mente se ocupando com assuntos sombrios, tristes e deprimentes.
Às vezes recusando-se a responder
à oração; então o dever torna-se cansativo, o coração endurece, e tiramos
conclusões erradas, "Quando eu clamo, Ele fecha os ouvidos à minha
oração!"
Agora, senão pela consciência, ou
pelo temor do Senhor que está profundamente na alma, a oração seria
completamente abandonada e a forma da religião lançada fora. Mas, como não
ousamos fazer isso, vamos para o dever como o criminoso para a correção dos açoites,
ou o aluno ocioso para sua tarefa difícil. O coração tem pouca simpatia com os
lábios, e é frio, duro e sombrio. Agora, escrevemos coisas amargas contra nós
mesmos, ouvimos as sugestões de Satanás, e cheios de amor próprio, lamentamos a
nossa dura sorte.
Às vezes, procuramos guardar as
ordenanças divinas, mas elas se tornam tediosas, desagradáveis e inúteis. Nós atendemos
a elas, mas não nos encontramos com Deus
nelas, pois logo nos cansamos delas, e
talvez comecemos a negligenciá-las. Ordenanças sem Deus são como poços sem
água, mesas sem alimento e corpos sem vida. Se chegarmos a elas com fome, vamos
embora insatisfeitos; ou se viermos esperando conforto, partimos decepcionados.
Ordenanças sem Deus, nunca podem satisfazer uma alma viva.
Às vezes, pelas dispensações da
Providência; então temos perdas, cruzes e aflições. Tudo parece dar errado
conosco. Todo mundo parece ter sucesso melhor do que nós. A doença, talvez se
apodera do corpo e temos fortes dores, ou grande fraqueza, ou depressão
nervosa. Ou o comércio cai, o negócio cai, as dívidas incobráveis são feitas, as demandas inesperadas
são feitas
sobre nós, ou as
flutuações dos
mercados nos provam. Por vários meios, e de várias maneiras, o Senhor
disciplina Seus filhos, pois quando Ele pretende corrigir, nunca perde uma vara,
e a vara que Ele escolhe sempre parece nos causar dor, porque quando Deus
golpeia, Ele pretende que nós devamos sentir.
O próprio Senhor castiga Seus
filhos. Ele nunca permite que Seus filhos sejam açoitados por outros, nem mantem
um sargento para fazê-lo. Ele mesmo disciplina cada filho. Ele seleciona o
instrumento; Ele não pega uma vara que pode "por acaso" vir à Sua mão.
Não! Ele vai para a floresta e escolhe a vara mais adequada para nos corrigir!
O homem orgulhoso sempre imagina que Deus escolheu a vara errada, ou bate no
lugar errado, ou corrige no momento errado, mas se Ele ataca o corpo, ou se
apodera da propriedade, ou remove o parente, ou afasta o amigo, ou aflige a
alma é em sabedoria infinita, e amor perfeito que o faz.
Ele numera seus açoites; nem
muitos, nem poucos, apenas o número certo é designado. MENOS não humilharia o
coração orgulhoso, não dobraria a vontade obstinada, ou faria voltar os pés
errantes. MAIS abalaria indevidamente, daria a Satanás uma ocasião contra nós,
ou endureceria nossos corações. Crente, você nunca terá mais um golpe além dos
que seu Pai Celestial designou.
Ele marca os efeitos da vara; Ele
observa o efeito produzido por cada golpe. Se cairmos aos Seus pés, humilharmo-nos
perante Ele, confessarmos os nossos pecados e apelarmos à Sua misericórdia,
apoderamo-nos de Sua força, e logo o castigo cessa. Quando a lágrima da
penitência é vista em nossos olhos, a
vara cai logo de Sua mão. Ou, se a disciplina é continuada, tal conforto, paz e
mansidão fluem para a alma, que nós chamamos de doce aflição, e bendizemos Seu
nome querido por isso.
Então, nem podemos orar pela
remoção da vara, mas somente pela sua santificação mais profunda. Nós
rastejamos perto de Seus pés, olhamos para cima em Sua face paterna, contemplamos
Seu olho amoroso, e quase desmaiamos com prazer, humildade e amor.
Ele faz a vara da correção
benéfica para nós. Ele nos corrige não por Seu prazer, mas para nosso proveito,
para que possamos ser participantes de Sua santidade. Ele usa a vara para nos
convencer de nossa loucura, nos manter sensíveis à Sua autoridade, nos fazer inteligentes
para nossas inconsistências, para nos levar ao arrependimento e nos tornar
cautelosos, ternos e humildes. Qualquer fim que Ele almejar é benéfico e Ele
fará com que aconteça. Para que possamos dizer, mesmo quando estamos sob a
vara, "sabemos que todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam
a Deus, daqueles que são chamados, de acordo com o Seu propósito."
Por que o Senhor castiga Seus
filhos?
Porque Ele é nosso Pai. Ele nos
adotou e nos colocou entre Seus filhos. Ele nos gerou novamente para uma
esperança viva, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Ele
providenciou todas as coisas necessárias para nós na terra, e estabeleceu uma herança
para nós no céu. Ele nos deu Suas promessas para confiar, e Seus preceitos para
obedecer. Quando, portanto esquecemos as nossas obrigações para com Sua graça,
não cremos em Suas preciosas promessas, ou negligenciamos andar por Seus santos
preceitos, entristecemos Seu coração amoroso, e como o Pai, Ele vem para nos
corrigir. "Ele disciplina todo filho", justamente porque todo filho
precisa de castigo, e porque Seu coração paternal anseia por todo filho.
Mas, Ele não tem prazer em nos
corrigir, Ele não usa a vara como um ato de soberania divina, pois nos
assegurou que "Ele não aflige voluntariamente ou aflige com prazer os
filhos dos homens". Tivemos nossos pais na carne que nos corrigiram por
seu prazer, mas nosso Pai celestial apenas nos corrige para nosso proveito, a
fim de que possamos ser participantes de Sua santidade.
Ele nos ama muito, para nos causar
qualquer dor desnecessária, e é muito sábio para permitir que nossas loucuras
não sejam corrigidas.
A correção destina-se também a
exercitar nossas graças. Somos obrigados a acreditar que nosso Pai celestial
nos ama tanto quando Ele franze a face, como quando sorri; e suas promessas
permanecem verdadeiras, não sendo afetadas pelas dispensações de Sua
providência. Nós também devemos nos submeter à disciplina, dizendo com um dos
antigos, "É o Senhor, que faça o que lhe parece bom"; ou "O
Senhor deu, e o Senhor tirou, bendito seja o nome do Senhor".
A vara destina-se também a
despertar a tristeza pelo pecado, de modo que, enquanto acreditamos na imutabilidade
de Seu amor, humildemente nos curvamos diante de Suas dolorosas dispensações, chorando
e lamentando pelos nossos pecados, que provocaram os dolorosos golpes. Somente
assim devemos nos voltar para Aquele que nos fere; confessando nossas falhas,
deplorando nossas loucuras, ansiando por seu perdão e buscando a graça para que
possamos viver sóbria, justa e piedosamente no mundo presente.
A correção santificada sempre afasta
o pecado, aproxima-nos de Deus, suaviza nossos espíritos, humilha nossos
corações, produz penitência e nos leva a admirar a sabedoria e o amor de Deus. O
açoite é projetado para melhorar nosso caráter. Este, na melhor das hipóteses, é
muito imperfeito; então, a fim de nos tornar mais vigilantes, diligentes e
devotos, nosso Pai celestial usa a vara. E, se a qualquer momento nos
demorarmos muito tempo sem ela, nos tornamos mornos, descuidados, indiferentes,
conformados ao mundo e carnalmente ocupados. A oração é negligenciada, ou
torna-se formal, ficamos desprevenidos e Satanás se aproveita de nós, como
também muitos dos nossos mais valiosos privilégios são menosprezados.
Então vem uma provação, pois como
Salomão diz "A vara e a repreensão dão sabedoria"; e quando
castigados, andamos ternamente perante o Senhor, esforçamo-nos por manter a
consciência vazia de ofensas para com Deus e para com o homem, temos medo de cair
em tentação, e de novo fixamos o olho na vinda gloriosa do Mestre, nos preparando
para esse evento encorajador.
E ainda, o castigo é para nos
desmamar da terra e nos levar a fixar nossas afeições nas coisas de cima, onde
Cristo está assentado à direita de Deus. As provações do tempo, se
santificadas, nos garantem o descanso, a paz, a santidade e a felicidade da
eternidade. Um leito de dor, muitas vezes nos dá visões vívidas da vaidade da
terra, e das glórias sólidas do céu.
Uma providência despojadora torna
Jesus, e um lugar na casa de seu Pai mais precioso!
A maldade do homem em roubar e
enganar nos faz suspirar por aquele lugar onde os ímpios deixam de afligir, e
os filhos cansados de Deus
desfrutam de descanso perfeito.
Se a terra fosse mais agradável,
o céu seria menos desejável. Se tudo fosse agradável no deserto, nós desejaríamos
construir nossa casa e ter nossa parcela deste lado do Jordão. Mas os espinhos
e as serpentes ardentes, os escorpiões, os amalequitas e outras fontes de
aborrecimento e desconforto dirigem nossos pensamentos, nossas esperanças e
afeições através do dilúvio, e começamos a desejar partir e estar com Cristo, o
que é muito melhor.
(Nota do tradutor: Se Deus não
interpusesse em sua misericórdia e amor as muitas aflições que temos neste
mundo, em razão do pecado, e caso fosse dado ao homem viver aqui, uma eternidade
sem ter enfermidades, perdas, e toda sorte de sofrimentos, é bem certo que
dificilmente aspiraria pela vida do céu, e viveria eternamente em estado
pecaminoso, totalmente afastado do criador, e daquela forma de vida que é santa
e perfeita.)
Bendito seja para sempre o
Senhor, que nos castiga para o nosso benefício, nos corrige em amor infinito, e
que, usando a vara, nos trata como filhos! Sem dúvida, quando chegarmos em
casa, veremos a necessidade de cada provação, e de toda dificuldade louvando e
bendizendo Seu grande e glorioso nome por cada marca de Sua vara! Não há
ninguém no céu que deseje, que tivesse sido conduzido em um caminho mais suave,
ou por um caminho mais fácil; nem haverá quando estivermos lá, pois todos verão
e regozijar-se-ão no fato de que "Ele nos conduziu pelo caminho certo para
uma cidade onde pudéssemos nos estabelecer".
Deus misericordioso e piedoso,
ensina-nos a suportar a vara, a aprovar a disciplina e a aceitar as tuas
correções! Que nós nunca desejemos que Tu mudes a vara, ou que nos firas em
alguma outra parte, conforme nossos próprios desejos, mas, antes, dá-nos graça para
que entendamos que, aquele que o Senhor
ama, “Ele castiga e açoita a todo filho a quem recebe". Que possamos inclinar-nos
para ser açoitados, e ficar quietos enquanto somos corrigidos, bendizendo a mão
que nos fere!
Leitor, você está sofrendo sob a
vara de Deus? Lembre-se que é uma evidência de filiação, e uma prova de amor
divino. Seu Pai celestial o castigará, mas não o deserdará. Ele te corrigirá,
mas não te destruirá. Ele o castigará como Seu filho agora, e o fará cheio de
alegria com Sua presença de vez em quando. Receba a Sua correção com mansidão,
e inclina-te diante dEle com humildade, confessando os teus pecados com
tristeza, procurando pela santificação das tuas angústias, e assim regressa ao
Senhor, de quem te afastaste de forma tão profundamente revoltada.
Pecador perdido, Deus não te
repreende. Talvez a sua saúde seja boa, as suas circunstâncias fáceis, o seu
comércio próspero, e a sua alma esteja à vontade, e você imagina que tudo está
bem. Mas, na verdade, tudo está muito ruim, pois sem fé em Jesus, sem
arrependimento para com Deus, você está no fel da amargura, e nos laços da iniquidade.
Como o boi mudo, engordando no bom pasto, você está se preparando para o dia de
visitação, e o justo julgamento de Deus. A fé em Jesus é a grande coisa que
precisa, pois somos filhos de Deus somente pela fé em Cristo Jesus.
“1 Portanto, nós também, pois
estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e
o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira
que nos está proposta,
2 fitando os olhos em Jesus,
autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto,
suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono
de Deus.
3 Considerai, pois aquele que
suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos
canseis, desfalecendo em vossas almas.
4 Ainda não resististes até o
sangue, combatendo contra o pecado;
5 e já vos esquecestes da
exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção
do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido;
6 pois o Senhor corrige ao que
ama, e açoita a todo o que recebe por filho.
7 É para disciplina que sofreis;
Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina,
da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos.
9 Além disto, tivemos nossos pais
segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos com respeito; não nos
sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos?
10 Pois aqueles por pouco tempo
nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos
participantes da sua santidade.
11 Na verdade, nenhuma correção
parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um
fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.” (Hebreus
12.1-12).
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